Tesouro Direto: o guia para iniciantes
Como funciona o investimento mais seguro do Brasil e qual título escolher para cada objetivo.
Se existe um lugar para o iniciante começar com o pé direito, é o Tesouro Direto. Você empresta dinheiro ao governo federal, o emissor mais seguro do país, e recebe juros por isso. É simples, acessível a partir de poucos reais e ideal para quem está saindo do zero.
Como funciona na prática
O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional para vender títulos públicos a pessoas físicas pela internet, via corretora.
- Acessível: dá para começar com cerca de R$ 30.
- Seguro: garantido pelo Tesouro Nacional, o risco mais baixo do mercado brasileiro.
- Líquido: o governo recompra os títulos todo dia útil, se você precisar resgatar.
Os três tipos de título
Cada título serve a um objetivo diferente. Escolha pelo seu prazo, não pela manchete do dia.
- Tesouro Selic: acompanha a taxa Selic, ideal para reserva de emergência por não oscilar no resgate.
- Tesouro Prefixado: taxa travada na compra; bom quando você acredita que os juros vão cair.
- Tesouro IPCA+: paga inflação mais uma taxa fixa, protegendo seu poder de compra no longo prazo.
Custos e impostos
Não há surpresas, mas conheça as deduções antes de investir.
- Imposto de Renda: tabela regressiva, de 22,5% a 15%, conforme o tempo investido.
- Taxa da B3: custódia de 0,20% ao ano sobre o valor, isenta até R$ 10 mil no Tesouro Selic.
- Corretagem: zero na maioria das corretoras.
Cuidado com a marcação a mercado
Se vender um prefixado ou IPCA+ antes do vencimento, o preço pode estar acima ou abaixo do que você pagou. Para reserva, fique no Tesouro Selic e evite sustos.
“O Tesouro Direto não vai deixar você rico sozinho, mas é o alicerce sobre o qual a riqueza se constrói.”
Para a maioria dos iniciantes, o caminho é claro: Tesouro Selic para a reserva e Tesouro IPCA+ para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria. Comece pequeno, aporte sempre e deixe a segurança trabalhar a seu favor.